FVQPUBT num minuto

 

O que é um título jornalístico? Que funções desempenha? Que dificuldades encontramos na sua concepção? Como superá-las?

Dinis Manuel Alves, licenciado em Jornalismo e em Direito pela Universidade de Coimbra, jornalista e investigador no campo dos media, responde a estas e a muitas outras questões, num livro escrito em linguagem acessível, profusamente ilustrado, contendo milhares de exemplos destinados a ajudá-lo na arte e na técnica de bem titular. Uma obra com a chancela editorial da prestigiada Quarteto.

Se Foi Você que Pediu um Bom Título?, esta obra é para si. Indispensável a todos os profissionais da comunicação, de grande utilidade para jornalistas, repórteres fotográficos, estudantes, professores, designers gráficos, magistrados judiciais e cidadãos preocupados com a educação para os media.


No princípio não era o título, agora é e muito. Dá-me quase tudo é frase que os títulos ouvem, todos os dias, redacções fora. Concebe-se, hoje, um produto com duas velocidades de leitura, manete apontada aos títulos para quem adoptou tolerância zero na leitura, segunda engatada para os teimosos do como e do porquê.

Sendo, nos tempos que correm, os únicos ardinas do jornal, os títulos vão conquistando o prime time da grelha das notícias impressas, guerra das audiências oblige; os programas maçudos vêm mais tarde, cá mais para baixo na página, a horas que não agridam os preguiçosos da leitura, caracteres emitidos quando a numerosa prole dos renitentes já dorme.

Neste livro falamos-lhe dos títulos, dessa área específica do labor jornalístico que todos consideram vogar no mar da imensa dificuldade. Já foi fresta rumo ao texto, hoje é zona de portas escancaradas, território de múltiplos reenvios, faz parelha com fotos e infografias, dá nome ao texto; legitima-se como montra do texto, mas não se importa que os leitores-compradores passem logo para a montra da loja seguinte, e da seguinte, e outras mais.

Falamos-lhe das funções dos títulos, detalhamos regras da arte e técnicas de bem titular, dos jogos de palavras que potenciam as funções emotiva, apelativa e poética, atributos que muitos enfatizam a título, e outros esconjuram a bem da objectividade. Negociámos, a custo, um espacinho para tratar dos títulos-impostores, essas ovelhas negras que dão cabo do bom nome da família.

Guardámos capítulo para o uso das siglas nos títulos, outro para os estrangeirismos, outro ainda para os muitos pontos com que se vai cozendo a armadura titular — interrogação, exclamação, reticências, e um parêntese para os parêntesis nos títulos. Vamos para intervalo depois de alguns jogos de imagem.

Voltamos na segunda parte para tratar da intertitularidade, dos títulos que exalam sobranceiro sucesso à custa de títulos paridos por outrém. Demorar-nos-emos na fascinante temática da intertextualidade, viagem com âncora levantada em preciosos contributos teóricos que com vénia respigámos, escalando depois a variegada plêiade de exemplos colhidos na imprensa lusa — dos títulos jornalísticos que glosam títulos de livros, de canções, de filmes, do mundo da televisão, também do teatro, também da rádio, e da publicidade.


Na primeira secção do site cuja visita lhe propomos, poderá desfolhar o índice do livro, a longa lista de temas abordados, autores e órgãos de comunicação social citados. Na segunda parte pode deliciar-se com a miscelânea de assuntos que elencámos, especialmente concebida para todos aqueles que contactam com esta temática pela primeira vez. A passagem pelo Discurso Directo e pelo surpreendente TOP  já anuncia o fim desta viagem, concluída com uma página sobre o autor.

Ficaremos gratos caso queira ter a bondade de deixar os seus avisados e sempre úteis comentários no Livro de Visitas.