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 Velvet Secret

Velvet Secret
Queima das Fitas, Coimbra, Maio 2007
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POR TERRAS DE MOÇAMBIQUE - NA LIVRARIA DE HELIODORO BAPTISTA
Heliodoro Baptista é poeta, consagrado e irreverente. Na Beira que ama, mantém livraria aberta, livros poucos, os que se conseguem, várias revistas, e placards que espelham bem a mordacidade deste homem das letras. Aos “Frelamos”, oportunistas que um dia são da Frelimo, a seguir da Renamo, dedica prosa cáustica:
Se eu fosse lacaio, moleque e camaleão, tinha ‘xiluvas’ cá dentro e uma, especial, dançando o cu-duro. Enquanto lavava e polia o meu carro ‘Mercedes’, cheirando ao perfume da corrupção”.
POR TERRAS DE MOÇAMBIQUE
A fila de convidados à recepção oferecida pelo nóvel Banco Comercial de Investimentos demorou hora e meia a espraiar-se pela tenda montada especialmente para o efeito nos jardins do sumptuoso Hotel Polana. Os trajes condiziam em luzes com a opulência da maioria dos carros estacionados no parque fronteiro. Na companhia de alguns estrangeiros, entre os quais João Salgueiro, Presidente do Grupo CGD (accionista do novo banco), pelo corredor apertado passou a fina flor da elite moçambicana.
Poucos dos presentes se lembrariam já das conclusões do IV Congresso da Frelimo, realizado há mais de uma década.
POR TERRAS DE MOÇAMBIQUE
Quando pisou chão de Maputo, lembrou-se do amendoim assado na areia. Esquecera a “ordem” dada a quem levava máquina fotográfica — “quando começar a chorar não me tirem fotografias”; pressentiu na boca o sabor da manga com sal…
O PAPEL DA RÁDIO E IMPRENSA CLANDESTINAS NO COMBATE À DITADURA SALAZARISTA

Nos tempos da ditadura salazarista, ouvir uma rádio clandestina ou trazer no bolso um jornal proibido tinha valor simbólico, equivalia à assunção de uma cidadania que se opunha à noite negra. No colóquio realizado em Abril passado, no Edifício Chiado, em Coimbra, sobre a rádio e imprensa clandestinas durante o salazarismo, Mário Mesquita lembrou a função simbólica destes meios, ajuntando-lhe quatro outras características. Rádio e imprensa clandestinas informavam, porque difundiam o que a censura proibia; doutrinavam, porque potenciavam o debate de ideias então proscrito; organizavam, funcionando como elemento estruturante em relação às organizações políticas a que se encontravam ligadas. Por último, a própria formação dos fazedores da rádio e dos jornais clandestinos, que dealbaram no jornalismo sem amarras que o 25 de Abril nos propiciou.

INCENDIÁRIOS EM DISCURSO DIRECTO

"Faísca" é alcunho de criança, nasceu em Poiares há 29 anos:
"Derreti o dinheiro todo cá em Coimbra. Cafés, discotecas, cheguei a dormir em apartamentos com malucas, só com putas. Aluguei um Renault Turbo, ia para a Figueira, para Quiaios, para Lisboa. Tinha uma carta espanhola falsa, 30 contos. Conheço os sinais, não sei é dizer o nome deles. E sei fazer as rotundas e tudo".
Enquanto estoirava os 200 contos que jura lhe terem sido entregues por um madeireiro, ardia "a zona toda de Poiares":
"Foi o maior incêndio de Portugal. Ainda bem que não morreram bombeiros nenhuns".
Estava um Verão "muito quente", o negócio fez-se na adega do homem das madeiras...

Em Notre-Dame de Paris, escrito por Victor Hugo aos 28 anos, primeira edição em 1831, Claude Frollo aponta para um livro que tinha na escrivaninha, aponta depois para a enorme catedral que se construía ali perto, e sentencia: “Isto matará aquilo!”.
Isto era o livro, aquilo a catedral. O esclarecimento mataria a Igreja. O bojudo e soberbo edifício religioso medieval ameaçava ruína, a poderosa pedra fraquejando perante o frágil papel.

13 DE SETEMBRO 1999
Olá Pedro.
Deixa que te conte uma coisa, passada há 24 anos. No meu país a independência já se atolava em rios de sangue. No meu bairro, um dos mais pobres do Lobito, mataram o pai da Cristina. Era um homem grande, hercúleo. Viram-no na placa de sua casa, a ver o tiroteio, correu que era ele que dava ao gatilho e não era, e mataram-no. Ainda teve tempo para esconder mulher e filhos nos guarda-fatos. Ele tombou mesmo frente à casa que ainda não tinha pintura.
"Querido senhor Antônio, eu e mînha família desêjamos au senhor e família, muita saúde, felîcîdades, sorte et naturalmente un bon natal (que já passou)".
Assina Marisa, nascida criança brasileira, carregando a sina desgraçada dos 32 milhões de crianças que naquele país vivem nas catacumbas de um limiar de miséria indescritível. De chofre, lembramo-nos que 32 milhões equivalem à população da Argentina ou da Colômbia, três vezes a população portuguesa.
A muitas crianças brasileiras faltam brinquedos. Mas outras, mesmo que recheadas deles, não têm lugar para brincar. É isso que acontece com a maior parte das crianças que vivem nos morros que cercam a cidade de Santos, no Estado de S. Paulo.
COM ILUSTRAÇÕES DE PINTORAS NAIF
“No Fastifud da Bernadete”, da autoria de Dinis Manuel Alves, edição da Câmara Municipal da Lousã, tem como pano de fundo uma secção mantida pelo jornal “Commercio da Lousã”. A rubrica intitulava-se “Serões do Povo - À Lareira”, e vinha assinada por Paulino.
Através do registo coloquial, o autor dos diálogos (entre um erudito e elementos do povo), tentava fazer passar aos leitores, e de uma forma mais acessível, as linhas mestras do ideário republicano.
LIVRO DE DINIS MANUEL ALVES

Esta é a história de um sonho, daqueles sonhos que fazem mover os Homens de olhos bem abertos. Um sonho que nasceu num complexo cadinho de bairrismo, amor pela terra natal, amor pelo cinema e pelas artes, e revolta.
Contra a intolerância de uns tantos que se julgavam donos da Verdade que não tem dono, que é de todos e não é de ninguém.
As paredes do Cine-Teatro da Lousã não lembram aos menos avisados que aquele edifício tem uma história prenhe de mil estórias que merecem ser contadas.
Cinquenta anos de vida, milhares de horas com sabor a beijos, cheiro a pólvora, écran bendito que nos deste Ingrid Bergman, Bogart, Fritz Lang, António Silva, Coppola, Beatriz Costa, Spielberg, Branca de Neve, Vasco Santana. Sabor a risos, lágrimas também, dramalhões e kung-fus, muitos filmes portugueses, filmes de qualidade, se calhar nem todos, os filmes de que a gente gosta.

 

LIVRO DE DINIS MANUEL ALVES

O livro "Commercio da Louzã — 500 dias até à República", da autoria de Dinis Manuel Alves, apresentado publicamente a 5 de Outubro de 1996, pretende-se homenagem aos jornalistas que fizeram o "Commercio da Louzã", e nomeadamente ao seu proprietário e director Júlio Ribeiro dos Santos.
Homenagem que quisémos de conteúdo útil, trazendo ao final do século páginas memoráveis de uma publicação do concelho da Lousã, quando o século mal despira as fraldas. Vale também como documento — pela reprodução de alguns dos textos publicados naquele periódico; como registo que interessa carregar até ao presente, como convite ao conhecimento, por parte das gerações mais jovens que estudam nesta escola, de uma experiência de jornalismo assaz diferente da que se vive hodiernamente.

Reportagem de Dinis Manuel Alves sobre a ilha de Fernando de Noronha.
Revista Grande Reportagem, n.º 23, 2.ª série, Fevereiro 1993. Direcção de Miguel Sousa Tavares:
DISPONÍVEL AQUI (clique na opção full para ampliar)
GRANDE REPORTAGEM - SETEMBRO 1996

Vidago, Curia, Luso, Buçaco, São Pedro do Sul, Caldas de Moledo, Pedras Salgadas. Uma vez por ano, chegava religiosamente a temporada e a burguesia partia a banhos. Como dizia Ramalho Ortigão, "ou estão doentes ou fazem como se o estivessem". As colunas sociais passavam então a dar notícia de saraus românticos, "jantares à americana" regados com champanhe do "Bussaco", agradáveis sessões de cinema sonoro, weekends automobilísticos.

Uma viagem aos loucos anos das termas.

Reportagem de Dinis Manuel Alves sobre as aldeias que vão morrer.
Revista Grande Reportagem, n.º 29, 2.ª série, Agosto 1993. Direcção de Miguel Sousa Tavares.
Playlist da Inês enquanto Projecto (Maio/Dezembro 1984)
O meu papá queria muito uma menina porque tem bom gosto.
O teu pai só quer rapazes porque não tem bom gosto nenhum. Bem-feita, bem-feita!
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