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 Velvet Secret

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Queima das Fitas, Coimbra, Maio 2007
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MIMETISMOS E DETERMINAÇÃO DA AGENDA NOTICIOSA TELEVISIVA
A Agenda-Montra de Outras Agendas
Como surgem as notícias que vemos na televisão? Quais as condicionantes que determinam a agenda da TV? Para responder a estas e outras perguntas, Dinis Manuel Alves analisou os telejornais da RTP1, RTP2, SIC e TVI em 1999. 215 telejornais, 3659 notícias.

Ainda 2344 noticiários emitidos pela Antena 1, Rádio Renascença e TSF. E também várias centenas de jornais diários, semanários e revistas.
Investigação que contemplou também a presença, durante cinco semanas, nas redacções das televisões portuguesas, culminando na tese de doutoramento "Mimetismos e determinação da agenda noticiosa televisiva – A AGENDA-MONTRA DE OUTRAS AGENDAS", defendida na Universidade de Coimbra.

Centrada nos mecanismos de formação da agenda noticiosa televisiva, mais especificamente na detecção de práticas miméticas (endogénas e exógenas ao meio televisão), a investigação permitiu sustentar o carácter determinado da agenda televisiva em relação a outros meios (rádio e imprensa escrita) e, em consequência: a) uma assinalável capitis diminutio da autonomia dos jornalistas de televisão no processo de selecção do noticiável; b) uma considerável redução da diversidade noticiosa gerada pelos media.

O circuito que vai do acontecimento à inclusão nos alinhamentos noticiosos televisivos surge aqui complexificado, com a introdução de novos elos na cadeia. A notícia, não sendo já aceite como um mero espelho da realidade, passa a constituir-se como uma construção resultante de um complexo jogo de espelhos, o agendamento televisivo reflectindo o fulgor de agendamentos prévios por outros meios.

“Importa, em nosso entender, rever a velha máxima a rádio dá, a televisão mostra, o jornal explica. À luz dos dados apurados, arriscamos substituto para o tradicional ditado: a rádio e os jornais dão, os jornais explicam, a televisão mostra ou anima (muito) do que a rádio e os jornais deram, mas explicando muito pouco.

O privilégio da revelação - motor maior daqueles que um dia resolveram abraçar a profissão de jornalistas -, foi substituído pelo privilégio da animação. A agenda noticiosa televisiva transformou-se numa agenda-montra de outras agendas, escaparate de atracções vendendo os milagres de fazer mexer as fotos que jazem inanimadas na imprensa escrita, e de revelar as fúrias, trejeitos e feições dos sem-rosto que ocupam as notícias da rádio” – defende o autor no quarto e último livro resultante dos seus trabalhos de doutoramento, a publicar no primeiro trimestre de 2013.

Edição: Mar da Palavra
Capa: Ilustração de João Pocinho

Dinis Manuel Alves nasceu no Lobito, Angola, em 1958.
É doutorado em Ciências da Comunicação (2005), licenciado em Jornalismo (1999) e em Direito (1981), pela Universidade de Coimbra.
Professor no Instituto Superior Miguel Torga (ISMT - Coimbra), cuja Licenciatura em Comunicação Social dirigiu até 2011.
Professor Convidado no Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração (ISCIA - Aveiro).
Consultor de Comunicação da Administração do Porto de Aveiro (APA, S.A.), e da Associação dos Portos de Portugal (APP).

Foi jornalista da TSF, EXPRESSO, Grande Reportagem, TVI, Tal & Qual e Jornal de Coimbra. Desempenhou ainda as funções de repórter fotográfico.
Autor de várias exposições de fotografia e de sites na Web, acessíveis através de www.mediatico.com.pt
Deputado à Assembleia da República (PS), apresentou em parceria com Jaime Ramos (PSD) o primeiro projecto de criação de rádios locais em Portugal (1983).
Este é o oitavo livro de sua autoria.



Data: 2012-06-11

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