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Queima das Fitas, Coimbra, Maio 2007
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LIVRO DE DINIS MANUEL ALVES
Commercio da Louzã - 500 dias até à República

O livro "Commercio da Louzã — 500 dias até à República", da autoria de Dinis Manuel Alves, apresentado publicamente a 5 de Outubro de 1996, pretende-se homenagem aos jornalistas que fizeram o "Commercio da Louzã", e nomeadamente ao seu proprietário e director Júlio Ribeiro dos Santos.

Homenagem que quisemos de conteúdo útil, trazendo ao final do século páginas memoráveis de uma publicação do concelho da Lousã, quando o século mal despira as fraldas. Vale também como documento — pela reprodução de alguns dos textos publicados naquele periódico; como registo que interessa carregar até ao presente, como convite ao conhecimento, por parte das gerações mais jovens que estudam nesta escola, de uma experiência de jornalismo assaz diferente da que se vive hodiernamente.

Valerá ainda como convite à leitura dos jornais de antanho, fascinantes mananciais de relatos e registos narrativos de um jornalismo que assumia uma causa. A República como pretexto para uma evocação, porque nunca será demais exortarmos o sagrado valor da Liberdade, tão bem definida nas páginas do "Commercio da Louzã" como "a noiva eterna das almas juvenis, o ideal sublime por que combatem todos".

Edição da Escola Profissional da Lousã, integrando-se no Projecto "Lousã em Datas", iniciativa que tem contado com o apoio da Câmara Municipal da Lousã, Biblioteca Municipal da Lousã e Delegação do Centro da Secretaria de Estado da Cultura.

Commercio da Louzã - 500 dias até à República

O jornal "Commercio da Louzã" começou a publicar-se a 4 de Abril de 1909, ano e meio antes da proclamação da República. Ao lançar o seu programa aos mares da crítica, anunciava-se arredio de partidários e partidos — "um jornal sem política", como antevia o colaborador "João Ninguém".

Mas a política foi tema que sempre esteve presente no periódico lousanense, neste longo prólogo da República que acompanhou. No seu programa, o t'arrenego à política talvez quisesse significar ausência de comprometimento declarado a um determinado partido. Mas os textos desmentem que o jornal evitasse o empenhamento político, no caso em defesa do ideal republicano.

Não se renegava a política, mas a "má política" da qual chegavam constantes ecos da capital e doutras paragens, através de abundantes citações e reproduções integrais de prosas de outros jornais em Lisboa, Aveiro ou Coimbra publicados.

Não se assumia oficialmente como republicano, apesar das confessadas "ideias republicanas dos seus directores"; mas o "Commercio da Louzã" fez cruzada pela chegada breve da "LUZ", que aqui significava o advento da República, por troca com um regime decrépito, que levara Portugal à condição de um "leão moribundo".

Páginas desfraldadas a favor da instrução popular, da aprendizagem da leitura a desaguar no leito sofrido dos pobres a quem os herdeiros da sorte e da fortuna desprezavam; páginas impressas com o vigor de quem clamava contra as injustiças do caciquismo local, do clero reaccionário e dos "camaristas" lousanenses que pareciam saber apenas da sua vidinha tratar.

Pela instrução popular, significava tomar partido contra um trono que assentava "sobre um pedestal chamado Ignorância", contra uma "monarquia nova" que esclerosava de velhos problemas.
Contra o clero conservador, porque sustentáculo de um trono agora com face de um "jeune roi" pelo jornal considerado incompetente, entre outros variados mimos.

Contra a Rotina, a Intolerância e a Escravidão, porque o contraponto dava pelo nome de Liberdade, Razão e Justiça.

Querendo apurar dominâncias ideológicas pelo texto dos sessenta e poucos números cumpridos até ao dealbar da República, diremos que o "Commercio da Louzã" se fez no berço do ideário socialista, uma "extrema esquerda liberal" que José Tengarrinha encontrou nos jornais portugueses que não eram declaradamente órgãos de partidos.

Um jornal que lutava contra os poderosos também para se manter de pé, que de quando em vez lá surgiam as referências à devolução de vários exemplares, ou à má vontade de quem, podendo, negava a publicidade que em tempos sobejara para os antecessores periódicos publicados na terra, um "rotativo" e outro "franquista".

TEXTO COM A INTERVENÇÃO DE DINIS MANUEL ALVES NA APRESENTAÇÃO DA OBRA, A 5 DE OUTUBRO DE 1996

 



A cerimónia de lançamento do livro contou com as presenças do Governador Civil de Coimbra, Dr. Vítor Baptista, do Combatente da Liberdade e ex-Governador Civil de Coimbra, Dr. Fernando Vale, do Presidente da Câmara Municipal da Lousã, Professor Horácio Antunes, e do Director da Escola Profissional da Lousã, Dr. Mário Ruivo.



Aquando do centenário da instauração da República Portuguesa, fomos convidados a reapresentar o livro. Aproveitámos o ensejo para produzir os seguintes blogs, relacionados com o livro:

Commercio da Lousã - 500 dias até à República - O Projecto


Commercio da Lousã - 500 dias até à República - Os Textos

Commercio da Lousã - 500 dias até à República - A publicidade

 

Apresentação de suporte à intervenção 

 
VÍDEOS

A reapresentação do livro encontra-se reportada integralmente no Youtube (9 vídeos).

Um livro revisitado, 14 anos depois do seu lançamento. Dinis Manuel Alves disserta sobre “Commercio da Louzã – 500 DIAS ATÉ À REPÚBLICA”, obra de sua autoria.
Iniciativa da Câmara Municipal da Lousã integrada no programa das comemorações do centenário da implantação da República portuguesa.
Auditório do Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques, 23 de Setembro de 2010.

Commercio da Louzã - 500 DIAS ATÉ À REPÚBLICA (1)



Commercio da Louzã - 500 DIAS ATÉ À REPÚBLICA (2)



Commercio da Louzã - 500 DIAS ATÉ À REPÚBLICA (3)



Commercio da Louzã - 500 DIAS ATÉ À REPÚBLICA (4)



Commercio da Louzã - 500 DIAS ATÉ À REPÚBLICA (5)


 
Commercio da Louzã - 500 DIAS ATÉ À REPÚBLICA (6)



Commercio da Louzã - 500 DIAS ATÉ À REPÚBLICA (7)


Commercio da Louzã - 500 DIAS ATÉ À REPÚBLICA (8)




Commercio da Louzã - 500 DIAS ATÉ À REPÚBLICA (9)




Data: 2012-06-15

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